Manual Prático do Eleitor

Ninguém me pediu, mas decidi ensinar o eleitor ainda inexperiente a votar. Portanto se você acha que o brasileiro vota mal, mande esse texto para os seus amigos. Tenho certeza que depois de lê-lo, eles nunca mais vão errar.

Para que o leitor entenda como aprendi, vou contar minha história de pleito em pleito.

1989

Na minha primeira eleição apostei em um senhor de Santos chamado Mario Covas. Enquanto meus amigos de direita seguiram os conselhos da Veja e IstoÉ, votando num jovem governador de Alagoas chamado Fernando Collor de Melo.

Diziam que Collor era o único capaz de acabar com a corrupção, que era um dirigente moderno e liberal, que revolucionaria o Brasil.

Collor ganhou a eleição mas não fiquei satisfeito com seu governo.

Anos 90

Lembro que naqueles tempos meus amigos de direita apoiavam em São Paulo um ex-governador da ditadura chamado Paulo Maluf.

“Maluf é competente” – Me diziam. Mas eu nunca gostei do Paulo Maluf. Tenho a impressão que nem sempre ele era honesto.

2014

Fazendo um salto para pleitos mais recentes, meus amigos de direita, a Veja, a IstoÉ e o Ricardo Amorim apoiaram um rapaz mineiro chamado Aécio Neves. Diziam que ele era um ardoroso combatente anticorrupção, um sujeito de moral ilibada e ótimo administrador.

Meses depois, uma gravação mostrava Aécio pedindo para o primo buscar uma mala de propina. As palavras dele eram duras:

“Tem que ser alguém que a gente mata antes de fazer a delação”.  

Não sei se meus amigos continuam fãs do tucano, mas eu não acho que ele seja um boa escolha.

2018

Em 2018 meus amigos de direita, o Ricardo Amorim e o MBL escolheram Jair Bolsonaro como candidato ideal.

Diziam que ele era o mais ponderado e preparado para assumir a presidência.

Eu tentei argumentar. Sugeri que mesmo na direita havia opções melhores como Alckmin ou Henrique Meirelles, ex-presidente mundial do Bank of Boston. Mas meus amigos tinham muita convicção:

“Nem pense em Meirelles. Bolsonaro, é o melhor quadro da direita brasileira. O único intelectual que nos inspira de verdade”. Além disso, a família Bolsonaro jamais viveu de dinheiro público.”

Não sei o que eles pensam hoje, mas eu não estou gostando da inflação de 10%, da gasolina a sete reais, da destruição da Amazônia, do fechamento das indústrias, da falta de investimento e dos bilhões pagos para o Centrão. Também me incomoda o fato do Bolsonaro destruir a Polícia Federal para facilitar a roubalheira do filhos.

Finalmente, a grande lição

Portanto meus caros, minha aula de voto será curta e direta. Aprendam com o papai aqui:

Em 2022 é só não votar em quem meus amigos de direita, a Veja, a IstoÉ, o Amorim e o MBL apoiarem.

Faça o contrário do que esse povo sugere e o Brasil volta a ser feliz.

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